“Há quatro tipos de pessoa neste mundo…” – escreve Mary. “Aquelas que fazem as coisas acontecerem. Aquelas que assistem aos acontecimentos. Aquelas que se perguntam o que aconteceu? E aquelas que não sabem de nada o que aconteceu.” – explica. “Soube desde muito cedo que queria estar no primeiro grupo desta lista.” – finaliza.

E foi deste pensamento inicial que ela fundou a Mary Kay, uma empresa que fatura mais de US$ 3 bilhões anualmente e promove a carreira profissional de mais de 3 milhões de mulheres ao redor do mundo.

Como pai de duas filhas pequenas, tenho me interessado cada vez mais pelas iniciativas sobre o empoderamento feminino. Há um ativismo crescente pelo maior protagonismo das mulheres em todos os segmentos, em especial nos negócios. Mas por mais que as estatísticas sobre as diferenças entre gênero estejam aí, algumas vezes, tenho dificuldade em entender como estas discriminações se originam já que, mais do que duas meninas, tenho duas pessoas em rápido desenvolvimento em casa.

Desta forma, mais do que entender a origem, meu interesse se concentra em como muitas mulheres venceram ou em muitos casos, nem se preocuparam com a discriminação de gênero, e seguiram em frente.

E história de Mary Kathlyn Wagner é uma delas, mesmo sendo a mesma de milhões de várias outras mulheres. Desde muito cedo ajudou nas tarefas domésticas enquanto sua mãe trabalhava fora. Casou-se muito cedo, aos 17 anos, e para ajudar nas despesas, começou a vender livros de porta em porta. Depois de quase 10 anos nesta profissão, conseguiu um emprego em uma empresa de produtos de limpeza doméstica onde ficou por quase duas décadas, mesmo ganhando menos e sofrendo o preconceito por ser mulher. Sua paciência terminou quando foi preterida em uma promoção por um funcionário que ela mesma havia treinado. “Não importa se você é casada, solteira, viúva ou divorciada. Se você é mulher, anda por um caminho único no mundo dos negócios, porque este mundo é ainda masculino.” – disse muitos anos depois.

E aos 45 anos, pediu para sair e resolveu se dedicar a um livro que ajudaria mulheres em suas carreiras profissionais. Do livro, teve uma ideia de criar um negócio que pudesse empoderar um número crescente de mulheres. E a primeira mensagem tanto do livro como do negócio é: “Você pode!”

“Há quatro tipos de pessoa neste mundo…” – escreve Mary. “Aquelas que fazem as coisas acontecerem. Aquelas que assistem aos acontecimentos. Aquelas que se perguntam o que aconteceu? E aquelas que não sabem de nada o que aconteceu.” – explica. “Soube desde muito cedo que queria estar no primeiro grupo desta lista.” – finaliza.

E foi deste pensamento inicial que ela fundou a Mary Kay, uma empresa que fatura mais de US$ 3 bilhões anualmente e promove a carreira profissional de mais de 3 milhões de mulheres ao redor do mundo.

E como conseguiu isso? Não perca tempo com a discriminação, recomenda. “Sempre me perguntam como fui capaz de romper todas as barreiras e ser bem-sucedida no mundo masculino? Posso dizer que quando comecei meu próprio negócio estava na meia-idade, tinha varizes e nenhum tempo a perder.”

Quem não tem tempo a perder, faz o que precisa ser feito!

Mas não se esqueça de que é mulher, complementa. “Temos a obrigação de injetar no mundo dos negócios todas as qualidades que são consideradas femininas. Elas incluem honra, integridade, amor e honestidade. Acredito que seja errado querer copiar os homens para serem bem-sucedidas.”

Matéria extraída do site Estadão PME, para ler a versão original, clique aqui