Dicas para uma logística de distribuição eficiente

No mundo inteiro a lógica é a mesma: quando uma pessoa ou empresa vende um produto, é fundamental que calcule, com a maior precisão possível, quanto terá de despesas e quanto pretende ter de lucro. Um dos fatores fundamentais desse cálculo, e que define se quem vende vai obter ganhos ou prejuízos, é a logística.

Um bom processo logístico garante, em primeiro lugar, a eficiência do fluxo de manufatura. Depois, após a venda do produto, uma entrega rápida faz a diferença para a satisfação do cliente e pode garantir uma segunda compra, ou seja, a tão desejada fidelização.

Empresas que operam no e-commerce têm nesse processo um grande desafio, uma vez que a entrega é a grande vitrine do processo de compra. Mas empresas de qualquer segmento econômico se deparam diariamente com desafios semelhantes. Principalmente no Brasil, em que o sistema de transportes é bastante deficitário e enfrenta problemas crônicos (e antigos). Estradas esburacadas, poucas hidrovias e ferrovias, perda ou roubo de cargas.

LEIA MAIS: 5 pontos-chave para uma boa experiência de compra no B2B

Por isso, a pergunta fundamental é: como tornar a logística mais eficiente? Quais ferramentas ou processos podem ajudar no planejamento e controle da área?

Estoque e planejamento eficientes

A tecnologia é um grande facilitador de todas os processos logísticos, quanto a isso não há dúvida. Sistemas de gestão abarcam itens fundamentais como cadastro do produto e cadastro dos compradores, e outros mais complexos como o SKU (do inglês Stock Keeping Unit), a Unidade de Manutenção de Estoque, que designa diferentes itens de estoque por meio de códigos identificadores.

“Para receber um item tenho que ter todas as informações básicas dele, como peso, volume, espaço que ocupa em uma caixa, para poder entregar da melhor forma possível. O cadastro do produto é fundamental”, explica Elaine Barros, analista de produtos na área de logística da Gera. Assim, uma plataforma tecnológica com interfaces padrão de cadastro de materiais pode facilitar muito o trabalho.

Para a especialista, as informações básicas do fabricante devem estar integradas a um processo mais automatizado, o que inclui a organização dos estoques em caixas e paletes em posições com materiais separados por lote de fabricação. Um bom sistema garante a possibilidade de diferenciar cada item armazenado, dispensando a abertura manual de caixas na hora das separações.

Cada item no estoque é identificado, facilitando a captação e separação de itens vendidos ou eventualmente danificados. O sistema permite ainda criar estoques com finalidades diferentes, como estoques de qualidade (validação pré-venda) ou descarte, não apenas venda.

“Estamos em um momento em que recursos e espaço escassos começam a comprometer as operações. Imagine o desafio de administrar um centro de distribuição gigantesco. Por isso, as empresas apostam cada vez mais em estoques menores”, diz Elaine. “Por isso, o planejamento é fundamental: por que é legal ter um sistema de gestão integrado? Porque se ganha visibilidade do que separar, o que está no estoque etc.”

Depois do estoque

Depois de um estoque bem organizado vem o processo de separação, que pode ser feito manualmente ou por linhas de separação – equipamentos em que as caixinhas são separadas e transitam para serem despachadas. Integrações do sistema de gestão com os principais fabricantes, como a alemã Schafer e a austríaca Knapp, facilitam o processo para os gestores de tecnologia. Essas linhas abastecem quem separa os produtos.

Operações manuais, mais comuns em lojas ou centros de serviço, também podem ser contempladas pelo sistema de gestão. Uma lista de tarefas ajuda a saber onde os materiais para preencher cada caixa estão e quantas unidades serão necessárias. A lista pode ser visualizada em um celular ou tablet.

Outra funcionalidade garante que cada item em um pedido está realmente na caixa. Por meio de uma tela é feita a conferência dos produtos com um leitor óptico. Cada item que vai para a caixa é “bipado”. Isso garante, via sistema, que cada caixa é conferida.

Assim o sistema garante que só será faturado do cliente o que está de fato dentro de uma caixa. Este fluxo de mercadorias garante a entrega, direcionando as caixas em seguida para uma rota específica, de acordo com o destino. É gerada então uma minuta de transporte: o documento fiscal sai junto com a carga e contendo os pedidos, de acordo com cada transportador e rota.

Mesmo na estrada, o sistema não deve perder os pacotes de vista. Ele deve permitir que os interessados possam rastrear os pedidos e saibam se o pedido foi separado, se está em trânsito ou quando estará em vias de ser entregue. Essa integração deve se dar por uma configuração da transportadora dentro do sistema.

Escolha dos fretes

Outra grande vantagem do sistema de gestão é o cálculo do valor dos fretes. O cadastro logístico dos pacotes, por meio de uma política de entrega, permite direcionar por região, fatores de risco, grupo de destinatários ou mesmo valor. Na plataforma o processo é altamente customizável.

“Estamos desenvolvendo integração com os Correios. Ela é válida porque em alguns momentos a estatal faz leilões de frete”, explica a especialista da Gera. “Esse algoritmo de cálculo muito dinâmico gera problemas para quem compra. Por que os Correios continuam sendo usados? É o único que entrega no Brasil inteiro.”

O frete é um elemento crítico para as empresas porque o Brasil é imenso, e não há infraestrutura logística adequada e uniforme. A tecnologia, se não resolve o problema, ao menos é capaz de ajudar no gerenciamento, reduzindo custos e impactos.

Marketing Gera

Equipe formado por professionais em Marketing, Comunicação e Administração, especializados no setor de tecnologia e gestão comercial omnichannel, nos modelos da Venda Direta (Mono, Bi e Multinível) e Varejo em geral.