Impacto da digitalização na governança e cultura organizacionais

São muitos os impactos da transformação digital sobre as organizações: ofertas, produtos, processos e gestão são aspectos profundamente alterados. A governança corporativa não escapa à regra. Trata-se, segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), de um sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas. Leva em conta o relacionamento entre sócios, conselho de administração, diretoria, órgãos de fiscalização e controle, entre outros.

Na prática, esses princípios são um conjunto de boas práticas que buscam alinhar interesses da organização com a preservação de valor ao longo do tempo, facilitando, por exemplo, acesso a financiamento ou aumentando a qualidade da gestão. Transparência, prestação de contas, equidade e responsabilidade corporativa são alguns desses itens – que definem as ações das lideranças.

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Muito embora estes princípios sejam mais comumente observados em grandes empresas, companhias de todos os tamanhos podem tirar vantagens deles. E a tecnologia pode ser grande aliada, principalmente em um momento de digitalização acelerada.

Uma pesquisa do Blue Management Institute com 101 executivos de 87 empresas revelou que as lideranças reconhecem a importância da transformação digital. No entanto, adaptar-se a ela e estimular a inovação aparecem apenas como sexta e décima prioridades, sendo citadas por 10% e 4% dos entrevistados, respectivamente.

“Houve uma mudança de paradigmas tecnológicos. A internet e a digitalização das coisas fizeram com que os ciclos de negócios acelerassem”, diz Daniel Motta, CEO da BMI, em entrevista publicada no Blog do IBGC. “Neste momento, a organização precisa se desafiar e se transformar.”

Para o especialista, há alguns motivos para os conselhos das empresas ainda não mergulharem de cabeça na digitalização. Primeiro, porque não é simples de ser executada, e exige mudanças de processos. Segundo porque altera também as relações de poder dentro das companhias, e assim surgem forças contrárias.

Mas esses não são problemas impossíveis de mitigar. “Temos três elementos fundamentais: o alinhamento em relação ao cenário futuro, a mobilização de toda organização com as estratégias e o comprometimento na execução dos planos”, diz Motta. “Muitas transformações falham porque não se sabia onde se precisava chegar. Este direcionamento, muitas vezes, é flexível, pois a rota precisa ser alterada no meio do caminho.”

Vantagens da tecnologia

Mas como os conselhos estão lidando com as tecnologias inovadoras? Segundo um levantamento de 2019 da consultoria EY, que ouviu pela internet 365 conselheiros nos Estados Unidos, há um reconhecimento de que elas são capazes de melhorar a eficiência operacional e ajudar na criação de novos produtos e serviços e dar acesso a novos mercados.

Segundo a EY, os diretores das empresas não têm certeza se os conselhos detêm conhecimento e recursos adequados para a era de transformação digital. A maioria concorda que os conselhos podem melhorar a supervisão de tecnologias disruptivas por meio de treinamentos e educação personalizados.

O relatório também aponta que os conselhos podem ajudar as organizações a reduzir riscos trazidos por tecnologias disruptivas incluindo o tópico em suas agendas e revisando a estrutura de gerenciamento de riscos corporativos. Na maioria das vezes, diz o estudo, os conselheiros preferem confiar nas equipes de gestão quando o assunto é tecnologia e inovação, com menos da metade (46%) dizendo que se sentem familiarizados com a disrupção que se aproxima de sua organização ou mercado.

“Esses dados enfatizam a necessidade de os conselhos de hoje recuarem e verificarem se possuem o portfólio de habilidades e competências necessárias para servir como recurso estratégico e guia para a gestão. (…) os conselhos devem desafiar sua composição para confirmar se as qualificações dos diretores estão alinhadas com a estratégia em evolução e o perfil de risco da empresa”, diz o estudo.

Apesar disso, 83% dos respondentes disseram que seus conselhos apoiam iniciativas e novos projetos envolvendo tecnologias disruptivas. Entre os maiores desafios apontados nesse sentido estão a integração de novas tecnologias e plataformas (27% das respostas), a contratação de talentos (18%) e a identificação dos riscos (13%).

Entre as tecnologias que dão base para a inovação no mercado de vendas complexas estão os sistemas de gestão comercial – como a let, da Gera. Além de facilitar a implantação de princípios de governança, o software na nuvem observa normas de compliance, comprovadas por meio da certificação internacional ISAE-3402. Quer saber mais? Clique aqui!

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