Processos comerciais e o papel revolucionário da TI

A tecnologia está mudando o mundo para sempre. Isto inclui a atuação das companhias, não só na relação com consumidores ou revendedores e representantes, mas também no atendimento interno entre as áreas.

Departamentos de tecnologia da informação estão prestando suporte estratégico a outras áreas – como marketing, vendas ou contabilidade – principalmente para lhes dar mais autonomia e destravar o crescimento da organização.

Isso significa que instalar servidores, consertar desktops ou configurar redes não são mais os principais papéis dos departamentos de TI. A chamada “Transformação Digital” exige não só um suporte rápido e assertivo, mas também contribuições estratégicas para o negócio.

Um novo papel da TI

São fartos os estudos e as análises sobre o assunto. Segundo o relatório do Gartner chamado CIO Agenda 2018, que ouviu 3.160 CIOs de 98 países, 95% desses executivos disseram que a transformação digital mudou as organizações e a forma da TI atuar, inclusive no que se refere  à velocidade na adoção de novas tecnologias.

“A tecnologia pode transformar digitalmente as empresas ao ser implementada em processos antes executados de forma manual, deixando as operações mais baratas, rápidas, enxutas e escaláveis”, diz Marcio Souza, Diretor de Tecnologia da Gera. “A TI passou de área suporte para protagonista, apontando o caminho do crescimento.”

O novo papel de TI dentro das empresas passa a ser nortear a transformação digital, explica Souza, com particular atenção às oportunidades de melhoria de processos manuais. Isso significa buscar redução de custos ou tempo de lançamento de produtos e serviços, assim como a criação de novos canais de vendas ou de promoções.

Também é importante que a TI esteja próxima das áreas de negócio em busca de novas oportunidades de receita. Afinal, quanto maior a proximidade entre marketing e vendas, por exemplo, maior o dinamismo da companhia – e a tecnologia propicia uma conexão maior entre as áreas.

“A tecnologia derrubou silos”, sentencia o executivo da Gera.

CIO: um novo tipo de líder

As mudanças que se esperam na atuação da TI devem estar refletidas na figura do Chief Information Officer, o CIO. Isso inclui uma visão ampla da companhia, e habilidades de relacionamento com outras áreas e departamentos para que o líder seja catalisador da transformação digital.

Segundo a terceira edição do CIO Survey, estudo global feito pela consultoria Deloitte com mais de 1.400 líderes de tecnologia do mundo de 23 setores econômicos, os CIOs querem ir além de seus papéis tradicionais. De acordo com o levantamento, 70% deles querem direcionar os negócios digitalmente.

Este profissional deverá prestar todo o apoio que as áreas da empresa precisem para o processo de disrupção. Graças à transformação digital, a tecnologia passa a ser importante em toda a organização, e alguém precisa facilitar não só o acesso, mas também prestar suporte.

“O CIO precisa conhecer em alto nível as necessidades do RH, do marketing, do comercial e todas as outras áreas. Precisa ser business partner, ser parceiro”, resume Souza. “O CIO deixou de estar em um silo para se tornar protagonista, impulsionando as áreas, olhando novas oportunidades de fazer negócio e de implantar tecnologia olhando para os processos.”

Esse novo papel difere bastante daquele esperado dos CIOs entre os anos 1980 até a primeira década dos anos 2000: se antes ele atuava como mero suporte, hoje passou a ser driver do negócio. É uma grande ruptura para o profissional, mas dela depende a sobrevivência da empresa e do próprio CIO.

A transformação digital é um ponto de ruptura para as empresas e os profissionais de TI, que estão passando por uma fase de competição extrema, e consequentemente por adaptações e enxugamento de processos. Tudo isso exige um novo CIO.

Transformação digital: o que está por vir

A tecnologia deve continuar impulsionando novas formas de interação entre marcas e consumidores. Dentro das companhias, a evolução dos processos de distribuição e de logística terão sua digitalização intensificada nos próximos anos.

“É possível obter uma redução de custos na cadeia de distribuição se os processos logísticos estiverem mais integrados, com mais tecnologia implantada. No Brasil é um ponto extremamente ineficiente, há muito o que evoluir”, pondera Souza.

No que se refere aos processos de vendas, as lojas disponíveis dentro de redes sociais e a participação dos chatbots nas interações com os clientes devem se tornar ainda mais prevalentes. Assim como as ferramentas de recomendações automáticas, feitas a partir da análise de perfil de compra e da navegação do usuário em lojas virtuais e outros sites.

Recursos de inteligência artificial, como o Machine Learning, também serão mais comuns. A Gera, por exemplo, utiliza a tecnologia para sugerir a compra de novos produtos para o cliente ou representante de vendas pouco antes da conclusão das vendas.[

O marketing digitalmente transformado

  • O marketing digitalmente transformado
  • Melhor entendimento do perfil e comportamento do consumidor, utilizando Big Data e Machine Learning;
  • Obtenção de insights por meio de análise de grande volume de dados;
  • Experiências de usuário mais ricas e personalizadas;
  • Uso de chatbots para fazer atendimento em qualquer horário (24×7).

O back office digitalmente transformado

  • Processos internos mais padronizados, enxutos e conectados;
  • Acesso a dados de negócio em tempo real, facilitando a tomada de decisões;
  • Automatização de processos repetitivos, deixando decisores livres para o core business.

Marketing Gera

Equipe formado por professionais em Marketing, Comunicação e Administração, especializados no setor de tecnologia e gestão comercial omnichannel, nos modelos da Venda Direta (Mono, Bi e Multinível) e Varejo em geral.